quarta-feira, 16 de março de 2016

Acabou


 
Olhem bem as estrelas no céu, parece que elas sorriem, piscam os olhos, zombam das nossas tragédias, e como para que tudo fosse perfeito a gente também sorrir de todos os males que insistem em surgir. Mesmo com todos os pontos finais, com os livros fechados, as ligações encerradas, parece que alguma coisa ainda permanece, os dias são (in)comuns, as flores, os pássaros olham anunciando algum acontecimento ou se perguntam batendo asas sem parar - onde ela está? - em meio a tudo isso as buzinas dos carros desgovernados falam de como estou, tudo parece se encaixar como se estivesse flutuando, nunca fui boa com finais, principalmente se a história for boa. Por isso, de vez em quando, em um dia ou outro, escrevo umas reticências prolongando na memória o que já tem fim, folheio livros já lidos, saboreio o sabor das palavras sentidas, quanto as ligações, o telefone continua a tocar, um número diferente anuncia que é preciso recomeçar, continuar e de repente me sinto mais forte para acabar.

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