Quantos anos dedicados, transformados em aversão, nos dizemos amigos e somos mais do que inimigos, prazeres descartados, elogios escorridos pelo corrimão da tua ingratidão. Pobres sim, os que não sabem amar, não se permitem exprimir e demonstrar, mas facilmente se distraem e caem em uma armadilha qualquer. Amor, amor, amor sabemos, tampouco sentimos, encarnados em despedidas e ingratidão, risadas forçadas e intimação. Não sei exprimir as minhas angustias, o desprezo sentido em carne crua, sua forma, tão cruel e desprezível de dizer não, dizendo quase sempre sim. Não tenho tido tempo pra paixões medíocres, falsas almas que dizem apenas mentiras, afirmam a todo tempo o quanto falsas são. Por outro lado, consigo sentir a brisa serena das coisas, das pequenas coisas, do tudo que é, e você é apenas o que restou de uma vida sem sentido, procurando abrigo. Posso sentir as pessoas, o tempo, o vento, sentir em pequenos e solutos respiros a vida que gira sem parar e você ousou parar na minha, ouço pássaros cantando suas músicas, e ainda mais, sinto o que há de vir, e não desejo mal a ninguém, exceto a você, que não considero como alma nutrida de amor divino, o caracterizo como objeto descartável que não vale o que postula na prateleira, desejo a paciência, a justiça que se faz plena a todos aqueles que a esperam. E assim, espero a cura de todos amores desprezíveis, das risadas forçadas, das almas ignorantes que não sabem o que sabem a seu respeito, cura a todo mal, e que a partir de agora o bem, o bom fale por si, e que o mal se cale para sempre. Eu continuarei a escrever, outras histórias de suspense, do cotidiano e de amores verdadeiras, do contrario só restaram as provas.
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