domingo, 5 de agosto de 2012


Tenho sensações estranhas, entro no quarto tranco a porta e navego em mundo só meu. Você no meu pensamento, todas horas, todos os dias, como se precisasse fechar a porta pra ouvir você gritar dentro de mim. Tenho medo das coisas que já vi, ouvi, chorei, medo que elas voltem, como um redemoinho, desorganizando tudo, parece desconexo, mas sei as dores que enfrentei/ enfrento. Ela, tem um sentido notório na sua vida, uma precisão inconstante, sinto isso, pode ser o bater do seu coração, ou quem sabe, sua respiração. É plausível minha inquietação, chorando por dentro, sorrindo para que me veja. Meu amor, é um menino desordenado, que só quer você, não sei lidar, não sei organizar isso, tenho vontade de fugir, procuro minha pequenez, minha insignificância, encontro você, e aí viro menina. Choro sem vontade querendo sorrir, e outra vez eu sorriu querendo chorar. É tudo desorganizado, fora de ordem, sem possibilidades, eu sei. Mas invento você dentro de mim, invento possibilidades e acredito nelas, eu sei, não existem, mas as crio. Medo.  



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