segunda-feira, 20 de junho de 2011


O mundo exatamente como ele é, simples, sem prerrogativa alguma.
Nesses entulhos que se encontram sobre minha estante, encontra-se um "eu" cansado e [des]iludido.
Talvez, encontremos nossa nave interior e assim poderemos mergulhar nos mares que a vida nos direciona.
Nada do que eu fale aqui modificará minhas indagações ou informaçãoes, que seja. 
No movimento plano que o mundo dá voltas, volto-me e entro-me num país ou circunstancia que só eu sei. E nisso tudo, não sei de que planeta faço parte, tento me encaixar em alguma coisa mas de repente fica apertado, me machuco, e não há outra coisa a não ser sair, perdida em um mundo só meu, me pergunto em qual mundo meu mundo se perdeu. Um das coisas que aprendi nessa vida em que nada aprendi, a de que não se deve se arrepender daquilo que já foi feito, que já se fez o que deverá ser concretizado. Num passado inteiro de repetições e erros, fico ali na estante apertando o botão do feedback, sempre com o mesmo fim sem graça. E entre ali e aqui fico por aqui, invertendo o normal,  e no mínimo o que tenho por retribuição é a afirmação de por dentro ser podre, na verdade, isso deve ser real, pois a única pessoa que ensaio umas romanticências me rouba o que mais tenho de bonito dentro de mim e cospe em tudo que eu fiz, faço e vou fazer, é isso, sou ridicula por dentro e por fora, falo com uma imparcialidade incomum diferente daqueles que me atraem. Intercepto ali entre o tudo e o nada, e sou sempre o nada do tudo que tento ser. São reflexões de uma alma inqueita e que muito precisa aprender, umas das principais é ser bonita, ao menos, por dentro, pra depois ele cuspir dentro de mim, como a uma comida velha e estregada... E aos poucos, meus livros escondidos no fundo da estante começam a perder suas folhas, e eu tento voltar atrás e rasgar o meu livro predileto, rasgar as folhas que redigi com uma eloquencia sem igual, não obtendo sucesso recolho-me as gavetas com alguns botões velhos, tento conquistar um só alfinete para mim, mas só chove, pois em cima tem uma goteira que insiste em cair e acabar com tudo, e de repente, de tão cheia de gotas de água horas salgadas, horas sem sal, açucaradas destroem meu mundo inebriante e ai recolho-me a minha insignificância e tal qual as melodrocencias que abrigam minha estante intacta. 

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