"É aquela que fere
Que virá mais tranqüila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão"...
Terceira lâmina- Zé Ramalho
Começemos com a frigidez da vida, que nos remete a idéia, de que somos finitos, como uma rua que simplesmente acaba. Sei lá, tenho andado diferente e se não tenho andado, tenho vontade de estar. Continuo com uma grande paixão dentro do peito e sinceramente não estou com a mínima vontade de que ela saia de lá, é até um pouco deprimente mas me faz bem, ainda bem que eu tenho a quem amar, mesmo que não seja correspondida. Hoje, fiz uma coisa que há tempos não faço, fui comprar o pão nosso de cada dia, no meio do caminho me veio a idéia de que vou envelhecer e que este amor estará no meu peito e sei que vou me arrepender por mais poucas as coisas que eu me arrependo sei que me arrependerei disso, mas lembro que durante o caminho eu dizia "tá, tudo bem, eu já me acostumei". Nem percebi, mas já tenho vinte e um anos, e não me permito porque de vez em quando eu faço cada coisa de arrepiar, tipo uns colapsos de loucura, ultimammente eu tenho estado preocupada com a tal da greve e nem sabia que estiudava numa universidade pública e como recai, comecei a fazer uns textos revolucionários e tipo contester com o governo e tal, só depois me toquei que isso faz parte da minha juventudo e que tudo é processo que depois vai passar e eu vou estar preocupada com o emprego, com a gravidez, com o pai, com minha mãe, irmão e tal, ponderando sempre um pedaço desse meu ser não estar mais no meu peito, está com ele, mas prossigamaos. falava também há pouco tempo de questões sociais tipo a adoção por casais gays ou homoafetivos, como queira, então e tal, me desgastei bastante e no mesmo instante me peguei pensando em coisas, talvez, eu esteja no curso errado mas agora já era quarto semestre, minha família me mata, mas tudo bem esqueçamos esse ponto eu nem falei nisso. Bom , e com isso o cotidiano vai passando, dentista e tal e tal e coisa, e vamos coisando por ai. É isso o que tinha para falar coisas do cotidiano mesmo, justamente como ele, sem respostas, incoerente e inciso.

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