É tão difícil compreender as razões que a vida nos acomete, situações inacreditáveis que mesmo sem saber ou sabendo, armamos nossas próprias armadilhas. Agora, eu estou olhando para o último botão e o abotoando discretamente não quero conversar com ele, apesar de que carece mais um ombro amigo, um sentimento fugaz, que passou... E eu nem senti.
Hoje deixo para trás todas às vezes que abotoei e desabotoei e que ao terminar a conversa saia olhando-o fixamente. Não quero mais o costurar sobre a minha blusa tirei-o e o entreguei a alguém que confio e fui deixando para trás todas às vezes que saímos, que sorrimos, que amamos. Toma e o devora porque meu botão eu quebrei e visto-te de zíper por ser mais dinâmico e menos secular.

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